A “Síndrome de Tarefeiro” é um dos principais desafios enfrentados pelas Organizações do Terceiro Setor. Muitos gestores ficam presos a tarefas operacionais e não conseguem dedicar tempo ao planejamento estratégico, o que dificulta o crescimento e a adaptação das OSCs. Essa limitação, somada à **Síndrome de Gabriela** — “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim” —, restringe a capacidade de inovação e o impacto social das organizações, impedindo avanços significativos em sua gestão e atuação.
No contexto pós-pandemia, organizações do terceiro setor com maior estrutura conseguiram expandir suas ações e fortalecer a captação de recursos, enquanto iniciativas comunitárias menores enfrentaram desafios para se adaptar às mudanças. As primeiras foram mais ágeis ao perceber as transformações no cenário social e institucional, investindo em digitalização, gestão integrada e estratégias de comunicação para ampliar seu impacto e engajamento.
Como Superar a Cultura de Tarefeiro e Fortalecer a Gestão Estratégica
Muitas organizações sociais desenvolvem projetos inovadores, mas não conseguem gerar os resultados esperados. O principal desafio da gestão no terceiro setor está na liderança, que precisa abandonar a mentalidade operacional e focar na gestão estratégica e sustentável.
“Influenciar pessoas para que trabalhem entusiasticamente em busca de objetivos compartilhados” é o papel fundamental dos líderes no terceiro setor.
Se não houver planejamento de produtividade, os gestores acabam se tornando reativos, sem tempo para estruturar ações estratégicas. Para fortalecer a gestão das OSCs, é essencial:
✅ Definir metas claras e alinhar os esforços da equipe.
✅ Adotar ferramentas de gestão estratégica para otimizar processos.
✅ Priorizar a captação de recursos e a sustentabilidade financeira.
✅ Investir na formação de lideranças para ampliar o impacto social.
Menos Tarefas Operacionais, Mais Impacto no Terceiro Setor
Para que as OSCs aumentem sua produtividade estratégica, é fundamental reavaliar a alocação de recursos e o foco das equipes. Reduzir a carga de tarefas operacionais permite que líderes e colaboradores concentrem esforços nas atividades que realmente agregam valor e impulsionam a missão institucional.
Isso fortalece a atuação das OSCs no campo social, criando melhores condições para captar recursos, estabelecer parcerias estratégicas e ampliar seu impacto de forma sustentável.
Como Melhorar a Execução de Projetos Sociais
A burocracia e a sobrecarga de trabalho muitas vezes reduzem a autonomia dos gestores sociais, dificultando o planejamento e a execução de projetos. Para fortalecer a capacidade de execução nas OSCs, é essencial:
✅ Criar condições de trabalho mais favoráveis para as lideranças intermediárias.
✅ Reduzir reuniões desnecessárias e otimizar a gestão do tempo.
✅ Integrar tecnologias para melhorar a comunicação e a gestão de projetos.
Além disso, a gestão no terceiro setor exige conhecimento técnico específico, seja em captação de recursos, planejamento financeiro, gestão de projetos sociais ou governança organizacional.
O sucesso da execução depende essencialmente das pessoas. Por isso, o processo de recrutamento e promoção deve priorizar o perfil da função, garantindo que os profissionais certos estejam nas posições estratégicas para fortalecer o impacto social.
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